terça-feira, 19 de novembro de 2024

Poema egomórfico

Sou poesia pura
sou deleite, sou ternura
sou aconchego e amor.
Sou fragmentos de um sorriso.
inaugurando este poema impreciso
num grito ensurdecedor.

Nesse vazio transbordante
nessa angústia sufocante
na memória ardente dessa dor.
Nas vírgulas dessa poesia
mais que expressão de agonia
um mundo inteiro de dissabor

Ainda em palavras e métricas
mensagens pouco poéticas
de emoções à deriva.
Versos impronunciáveis
composições imprestáveis
e uma semântica nociva.

Enclausurando o poema
numa tristeza suprema
que à vida faz corroer.
Gritos ecoam ao acaso
pelas dores que extravaso
por não saber escrever.

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